Uma breve história sobre Caetano Veloso – Conheça mais do cantor

Quando você sofre os direitos humanos você nunca deve deixar que eles sejam retirados de você de qualquer forma sob qualquer pretexto”, disse o músico de 76 anos, ” isso tem acontecido em todo o mundo e está acontecendo no Brasil. É uma neurose.”

Durante uma entrevista no talk show de TV Brasileiro Lady Night, no dia 3 de agosto, Caetano Veloso falou de suas experiências como prisioneiro político durante a ditadura militar (1964-1985) e chamou neurose à Ascensão da extrema direita ao redor do mundo.

“Essas histórias sobre ordem e segurança durante a ditadura são ilusões”, disse ele. “Eu fui preso durante a ditadura e passei dois meses na prisão, incluindo uma semana em confinamento solitário dormindo no chão em frente a uma porta de aço sem ninguém me interrogar porque eles estavam desorganizados. Não tinham respeito pelas pessoas. Não fui torturado, mas conheço pessoas que foram e algumas morreram, foram assassinadas lá dentro.”

O cantor de 76 anos contextualizou sua experiência para o público jovem do estúdio.

Há pessoas que acham que isto foi bom. Não foi bom. Não suporto ouvir isto. Quando se alcançam os direitos humanos, nunca se deve deixar que eles sejam retirados de nós de forma alguma, sob qualquer pretexto. Isso tem acontecido em todo o mundo e está acontecendo no Brasil. É uma neurose. Temos de tolerar que as pessoas o tirem do peito, mas temos de ser maduros o suficiente para lidar com isso. Somos um país de tamanho continental no hemisfério sul, com uma grande miscigenação e o maior número de negros em qualquer país fora da África. Falamos Português – nem sequer é espanhol-é português. E ainda somos terrivelmente desiguais. A distribuição de renda do Brasil é uma tragédia. É a doença da desigualdade. Vem da escravatura e precisamos de uma segunda abolição.”

Em sua autobiografia mais vendida, Truth Tropical, Veloso, Um dos músicos mais populares e influentes da história brasileira, conta a história de sua prisão durante a ditadura militar neofascista, apoiada pelos EUA.

Embora ele nunca tenha pertencido a um grupo de resistência armada ou cantado canções de protesto, os militares o consideraram um subversivo e o prenderam, juntamente com o músico Gilberto Gil, por supostamente desrespeitar o Hino Nacional Brasileiro. Ele foi preso no Rio de Janeiro por dois meses e depois expulso do país por dois anos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *